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quinta-feira, 16 de abril de 2026

CARTA DE SÃO PAULO * INTERNACIONAL ANTIFASCISTA - CAPÍTULO BRASIL

ENCONTRO ANTIFASCISTA EM SÃO PAULO
Jornalista Pedro Cesar Batista

O *Capítulo Brasil da Internacional Antifascista* foi reunido nos dias 11 e 12 de abril de 2026, em São Paulo (SP). Ao analisar a conjuntura internacional e nacional, conclama os movimentos sindicais, partidos, juventude, mulheres e todos os setores populares e da população trabalhadora a se incorporarem na construção do Capítulo Brasil da Internacional Antifascista. O objetivo é a luta em defesa da soberania nacional e dos direitos da classe trabalhadora, entre outros chamamentos.

INTERNACIONAL ANTIFASCISTA - CAPÍTULO BRASIL
TUTAMEIA TV
RESOLUÇÃO

*Carta de São Paulo*
*Capítulo Brasil – Internacional Antifascista*

_(em português, inglês, espanhol, francês e árabe)_ 

O Capítulo Brasil da Internacional Antifascista, reunido nos dias 11 e 12 de abril de 2026, em São Paulo (SP), analisou a conjuntura internacional e nacional:

Considerando o avanço do fascismo, sionismo e nazismo, a serviço do imperialismo, com ataques aos povos, trabalhadores, trabalhadoras, povo originários, mulheres, juventude e população LGBTQ+, com profusão de fake News e intensa propaganda contra a dignidade humana, inclusive com a prática de genocídios e bombardeios;

Considerando a interferência política, econômica e militar do imperialismo estadunidense em todas as regiões do mundo, especialmente na América Latina, aplicando assédio e sabotagem jurídica (law fair), provocando golpes de novo tipo, fraude em processos eleitorais, utilizando a mídia hegemônica e as big techs para apoiar a expansão do fascismo, nazismo e o sionismo, inclusive com ameaça nuclear;

Considerando a crise do capitalismo em sua fase imperialista, que se utiliza das forças mais violentas, agressivas e criminosas, impondo a destruição, guerras contra os povos cubano, palestino, iraniano, venezuelano, libanês, saaraui e todos os povos em luta;

Considerando que os EUA representam o imperialismo, sustentado pela indústria armamentista, big techs, capital financeiro e setores que se utilizam de uma falsa religiosidade, apoiados por governos nacionais subalternos e burguesias que atuam traindo suas nações,

decide:

- conclamar os movimentos sindicais, partidos, juventude, mulheres e todos os setores populares e da população trabalhadora a se incorporarem na construção do Capítulo Brasil da Internacional antifascista na luta em defesa da soberania nacional e dos direitos da classe trabalhadora;

- conclamar o povo brasileiro a compreender o momento histórico que representa a eleição geral de outubro, mobilizando-se de maneira unitária, sem vacilação, para derrotar os fascistas, representantes do imperialismo, o principal inimigo da classe trabalhadora e de todos os setores populares;

- conclamar todas as forças que têm clara a necessidade de se derrotar o fascismo, o sionismo e o nazismo, garras do imperialismo, a se unirem contra o inimigo comum do povo brasileiro e de todos os povos do mundo, assim como reforçarem à luta pelo socialismo.

- Toda solidariedade ao povo iraniano, que mostra à força da resistência de um povo em luta!
- Palestina livre do rio ao mar! Fora o invasor sionista!
- Solidariedade ao povo do Donbass, que desde 2014 vem sendo atacado por golpistas e nazistas de Kiev, patrocinados e armados pela OTAN.
- Abaixo o mais longo e criminoso bloqueio da história, exercido pelos EUA contra Cuba!
- Liberdade para Cília Flores e Nicolas Maduro, sequestrados por Trump!
- Viva à Frente Polisário!

Capítulo Brasil da Internacional Antifascista
São Paulo, 12 de abril de 2026.

sexta-feira, 16 de maio de 2025

APELAMOS À UNIDADE REVOLUCIONÁRIA * Internacional Antifascista/Capítulo Bolívia

APELAMOS À UNIDADE REVOLUCIONÁRIA
DIANTE DA SITUAÇÃO HISTÓRICA

Hoje, o fascismo-nazismo está batendo às portas da nossa Grande Pátria. Em nossa Bolívia Plurinacional, a ameaça está presente diariamente por meio de seus instrumentos políticos, midiáticos, religiosos, empresariais e cívicos, buscando violar nossas vidas, apoderar-se de nossos recursos naturais e, mais uma vez, nos transformar em uma colônia do imperialismo.

Os milhões de bolivianos que saíram da pobreza, que recuperaram a dignidade e cujos direitos foram reconhecidos pela primeira vez merecem líderes que estejam à altura deste desafio histórico.

Hoje, nossa pátria, nossa Bolívia Plurinacional, está em perigo. Somente unidos em torno do nosso povo, dos nossos sindicatos, organizações sociais, organizações profissionais, organizações de bairro e organizações em todo o país poderemos enfrentar e derrotar democraticamente o fascismo e o nazismo.

Exigimos que construamos a UNIDADE, como militantes revolucionários e não apenas como retórica. Demos o passo necessário, que abandonemos nossas aspirações e nos subordinemos ao bem maior, que é o povo e o Estado Plurinacional. Somente ações revolucionárias testemunharão nosso comprometimento.

É hora de grandes acordos, de alianças estratégicas, para retomar a construção coletiva do nosso projeto anticolonial, anti-imperialista, que transcenda os indivíduos e abrace as aspirações mais profundas dos nossos povos plurinacionais. A história nos ensina que os processos revolucionários só foram derrotados quando as divisões internas abriram as portas à reação.

Que ninguém se engane, nossas diferenças, quando existem, podem ser superadas entre companheiros que compartilham o mesmo horizonte estratégico. O fascismo-nazismo é o inimigo comum da vida que devemos derrotar. Seu retorno significaria o fim do Vivir Bien, dos direitos trabalhistas, o desmantelamento da economia plural, o retorno do racismo institucionalizado e a entrega de nossos recursos naturais ao capital transnacional.

Exigimos que a esquerda, as organizações revolucionárias e anticoloniais, e nosso povo superem nossas diferenças e formem um bloco unido para derrotar a direita e o fascismo-nazismo nas ruas, nas urnas, em nossas consciências e em nossos corações.

Nós os derrotamos no século passado, neste século também os derrotamos e construímos democraticamente o Estado Plurinacional. Hoje não será exceção; nós os derrotaremos novamente. Nunca mais os inimigos da Pátria, do povo, da Mãe Terra, da Vida governarão nossa Bolívia.

Não somos observadores neutros, mas combatentes conscientes que acreditam que a batalha contra o fascismo-nazismo é uma luta diária travada nas ruas, nas comunidades e no próprio coração da consciência coletiva.

A Internacional Antifascista, Capítulo Bolívia, convoca com punho erguido e determinação revolucionária todas as organizações sociais e sindicais, os povos indígenas e camponeses indígenas, a classe trabalhadora, todos os homens e mulheres comprometidos e a juventude combativa, para construir e consolidar juntos a grande frente de unidade plurinacional. Não é hora para pequenos cálculos ou mesquinharias. É hora de grandes acordos, de alianças estratégicas, de construção coletiva de um projeto que transcenda os indivíduos e abrace as aspirações mais profundas do povo e do Estado Plurinacional.

Que este momento de definição encontre nossa grande pátria unida como nunca antes diante da magnitude dos desafios. Deixe que a sabedoria coletiva prevaleça sobre interesses particulares. O fascismo-nazismo não passará pelo coração da nossa América porque aqui há um povo consciente e organizado, pronto para defender seu destino.


Viva a Bolívia soberana e antifascista!
Antifascista Internacional – Capítulo Bolívia
Maio de 2025

domingo, 1 de dezembro de 2024

A Internacional Antifascista e a Construção de um mundo novo * Omar Romero/FSM

A Internacional Antifascista e a Construção de um mundo novo
Omar Romero
Diretor Internacional da FSM
Bogotá, 30 de novembro de 2024.


Na história da humanidade, os movimentos sociais têm desempenhado um papel crucial na transformação das estruturas políticas, económicas e culturais que determinam o destino das pessoas. Da dialética materialista, essa transformação não ocorre de forma isolada, mas como resultado das contradições inerentes aos sistemas que regem a sociedade. A Declaração Antifascista de Caracas, resultante do Encontro Mundial da Equipe de Promoção da Internacional Antifascista, oferece-nos uma plataforma para compreender e combater uma das manifestações mais destrutivas destas contradições: o fascismo, nas suas múltiplas formas.

Uma abordagem dialética

A luta antifascista, como qualquer esforço revolucionário, deve partir do concreto para chegar ao abstrato. Começa com o reconhecimento das formas visíveis de fascismo: a ocupação de territórios, a repressão de povos soberanos, as políticas xenófobas e misóginas e a censura ideológica. Estas expressões são sintomas de uma contradição mais profunda: a perpetuação de um sistema global que dá prioridade à acumulação de capital e à dominação imperialista em detrimento da justiça social e do respeito pela autodeterminação.

A Declaração de Caracas avança no sentido de uma compreensão mais complexa do problema. Reconhece que o fascismo não é apenas uma ideologia ou um regime político, mas um conjunto de práticas que permeiam as esferas económica, tecnológica, cultural e de comunicação. Neste sentido, a luta contra o fascismo passa por desmantelar as suas raízes no sistema capitalista, que o reproduz como mecanismo de controlo e opressão em tempos de crise.

Contradição como motor de mudança

Do ponto de vista dialético, as contradições não são apenas fontes de conflito, mas também oportunidades de mudança. A Declaração de Caracas assume esta lógica ao propor um bloco histórico de resistência antifascista, baseado na unidade dos povos do Sul Global. Este bloco não é homogéneo, mas sim diverso, integrando lutas dos trabalhadores, movimentos de libertação nacional, causas feministas e ambientais, entre outras. Ao articular estas lutas, a Internacional Antifascista transforma diferenças em força, promovendo uma práxis transformadora que enfrenta o inimigo comum.

Do diagnóstico à ação

Um aspecto central do materialismo dialético é a união entre teoria e prática. A Declaração de Caracas ultrapassa a fase de diagnóstico ao propor ações concretas: a criação de um Observatório Mundial contra o fascismo, a criação de um Secretariado Executivo em Caracas e a formação de redes internacionais de juristas, tecnólogos e educadores comprometidos com a causa antifascista. Estas iniciativas não procuram apenas resistir, mas construir um Novo Mundo, onde a vida e a dignidade humana sejam o centro.

Educação como Práxis Transformadora

Um dos pontos mais relevantes da Declaração é a ênfase na educação como ferramenta de transformação social. Ao conectar a universidade com as comunidades, propõe-se um modelo educativo que não só transmita conhecimentos, mas também forme sujeitos críticos, capazes de participar ativamente na construção de um mundo mais humano e justo.

A Dimensão Tecnológica e Comunicacional

Num contexto global dominado pelas redes digitais, a luta antifascista deve adaptar-se a novas formas de controlo e desinformação. A Declaração de Caracas identifica o desafio dos algoritmos e das plataformas controladas pelas empresas como uma frente fundamental na batalha ideológica. Ao promover um uso crítico das tecnologias emergentes, a Internacional Antifascista posiciona-se não apenas como uma resistência, mas como criadora de novas narrativas que desafiam a hegemonia cultural do imperialismo.

A Alternativa: Humanidade ou Fascismo

O grito final da Declaração, “Humanidade ou Fascismo!”, resume o dilema existencial que enfrenta a nossa época. A luta antifascista não é apenas política, mas profundamente ética e espiritual. Representa a escolha entre um mundo baseado na solidariedade, na justiça e na paz, ou um mundo marcado pela exploração, pelo ódio e pela destruição.

O resultado da Declaração Antifascista de Caracas oferece-nos uma bússola para navegar pelas complexidades do nosso tempo a partir de uma perspectiva dialética materialista. Ao partir do simples e avançar para o complexo, ao unir a teoria com a prática e ao transformar as contradições em motores de mudança, a Internacional Antifascista lança as bases para um Novo Mundo. Um mundo onde, finalmente, a humanidade prevaleça sobre o fascismo.

ANEXOS